| Para onde vamos, Angola ? |
|
|
|
| Terça, 14 Novembro 2006 09:46 | |
|
Recentemente ao fazer a leitura de num jornal económico, encontrei um texto publicitário que está assim: “O saber é capital. O resto é apenas dinheiro”; este texto motivou-me a escrever as linhas que seguem, sustentadas com algumas buscas nos livros lidos e debates na Rádio, televisão e jornais-online, sobre os sectores de ensino, não somente em Angola como noutros países também. A simplicidade e a forma eloquente deste texto publicitário levou me a indagar sobre a percepção que em muitos casos (senão sempre) podemos ter sobre a riqueza no nosso país. Depois de uma reflexão, conclui que de facto, o potencial para o nosso progresso (social, económico, tecnológico …) ou a pobreza, depende em grande parte, da riqueza gerada a partir do nosso capital do saber e tecnológico e não necessariamente dos minerais que abundam no subsolo do nosso país ou nos pedidos de atenuações de dívidas externas e o mendigo a assistência exterior. Dito isto, é importante afirmar que deveriamos apostar, agora mais que nunca, a titulo individual e colectivo, no investimento educacional e no incentivo da massificação de tecnologias nas escolas e criar mais centros tecnicos afins, em todas provincias do país. Se reconhecermos esse problema, penso ser oportuno inquirir: Ao sermos honestos connosco mesmo e ter a consciência destas disparidades, nesta fase, no nosso país, e darmos conta de que o capital do saber é mais importante, então deveriamos agora, promover vigorosamente a renascença de Angola. Esta renascença poderá nos colocar (penso modestamente) numa posição mais respeitável em África e no resto do mundo. (…). É de ter fé que quando a maioria dos homens e mulheres do saber no nosso país nutrir no seu quotidiano as novas ideias (tomara que seja ainda no decorrer deste século!) - ideias que actualmente beneficiam a Europa, a América e a Ásia; veremos no curto período de tempo, uma Angola mais digna. Sem o ganho desta consciência, nos será impossível sair da indeferença em que ainda nos encontramos. A fuga de quadros para os países que oferecem melhores condições de trabalho, onde a riqueza de cada indivíduo é mais justificada pela aplicação de paradigmas meritórios, é que faz com que por exemplo, a literatura Africana, duma maneira geral é mais lida em Paris, Londres ou Nova-York e não em Luanda, Maputo ou Praía. Quando a maioria dos homens e mulheres do nosso país ganhar plena consciência, que de facto, o saber é mais importante e que o resto é apenas dinheiro, então, poderemos ter mais confiança no futuro. Até lá, e enquanto não darmos o devido valor a maior riqueza que temos (os homens e mulheres formados), é justo exclamar ou nos interrogar: Para onde vamos Angola? Referências bibliograficas: Avelino A. Kalunda (Consultor de IT - Tia.com) (E-mail: Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar ) |
|
| Actualizado em ( Domingo, 27 Maio 2007 21:22 ) |




Muitas vezes acreditamos (por descuido ou ingenuidade dissimulada, provavelmente) que quando se fala de riqueza, implica necessariamente dinheiro ganho e bens acumulados por um país ou seus habitantes. Certamente podemos pensar que a riqueza é determinada pela possessão de propriedades por membros duma sociedade.










