| Governo e a Lei de Energia Atómica |
|
|
|
| Escrito por Wanderley Ribeiro | |
| Quarta, 30 Maio 2007 12:38 | |
O ministro da Ciência e Tecnologia, João Baptista Ngandagina, declarou
hoje, terça-feira, na Assembleia Nacional que o Governo pretende
atingir objectivos meramente pacíficos com a proposta de Lei de Energia
Atómica submetida à apreciação dos deputados.
O governante, que prestava esclarecimentos de preocupações levantadas em torno do diploma por alguns deputados, reiterou que o uso da energia atómica pretendida com a proposta de lei obedecerá exclusivamente a fins pacíficos substancialmente vantajosos para o país. De acordo com o ministro, a regulamentação dessa matéria traz grandes benefícios em domínios como a saúde e investigação científica - hoje a braços com certas dificuldades devido à ausência de legislação apropriada. Segundo João Baptista Ngandagina, o país vê-se há muitos anos privado de beneficiar da importação e investimentos externos de tecnologia do sector radioactivo por falta de uma lei afim. O ministro apontou o uso de equipamento radioactivo na vasta exploração mineira e industrial, bem como vantagens nos domínios agronómico, sanitário e piscatório como algumas das razões para a aprovação urgente da proposta de Lei da Energia Atómica. A utilização da energia atómica nesses domínios, adiantou o governante, pode tornar os produtos nacionais mais competitivos, assim como proporcionar um combate mais eficaz contra os vectores de doenças como a tripanossomiase e malária - a exemplo do que já fazem alguns países do continente, como a Tanzânia. {sidebar id=2} Todas estas vantagens não são aproveitadas pelo país porque a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) não permite que os estados sem legislação sobre a matéria adquiram equipamentos radioactivos, disse o ministro, indicando que o recurso tem sido terceiros países. Relativamente à preocupação da falta de quadros nacionais, o ministro informou que técnicos angolanos estão a terminar no Vietname cursos de doutoramento, enquanto outros concluem especialização em medicina nuclear, prevenção marinha, entre outros. Ainda no domínio do ensino, frisou, a Universidade Agostinho Neto conta com o apoio externo para a instalação de um laboratório para cursos de licenciatura em ciências físico-nucleares, o que trará grandes benefícios para o país. A proposta de Lei de Energia Atómica foi contudo remetida para apreciação pormenorizada das comissões de especialidade, devido algumas inquietações levantadas pelos deputados e dada à difícil compreensão de certas definições técnicas constantes do diploma. Fonte: Angop |
|
| Actualizado em ( Quarta, 30 Maio 2007 13:30 ) |
Discuss (1 posts)
|
Governo e a Lei de Energia Atómica
May 30 2007 17:04:55 Este tópico destina-se a comentar o conteúdo do artigo: Governo e a Lei de Energia Atómica
QUOTE: Bom, uma coisa vc já falou anteriormente: geração de boas estatísticas para o país. Sabe... a forma como um país se apresenta aos outros conta muito diplomaticamente falando; isso rende desde parcerias políticas/econômicas e até mesmo apóio em diversas outras áreas (como educação, que vc tanto fala) e ainda atrai investimento de outros países. Fora tudo isso que já justificaria, ainda tem o fato de se adotar/dominar um tipo de tecnologia de geração de energia alternativa ao petróleo (e todos sabemos os problemas que o petróleo causa hoje em dia) - diga-se de passagem que Angola é o segundo maior produtor de petróleo na África sub-saariana - Claro que existem outras áreas importantes em que o governo poderia dar atenção mas não significa que tenha sido ao todo uma má idéia a ingressão no mundo atômico... na minha opnião QUOTE: O problema do 'medo' é que 'eles' querem dominar a energia atômica sozinhos e caem de pau em qq um q resolva desenvolver a mesma tecnologia (vide coréia, etc). É aquela velha estória: 'conhecimento é poder'<br><br>Editado por: seckt0r, em: 30/05/2007 14:34 |
#63 |
Discuss this item on the forums. (1 posts)




O ministro da Ciência e Tecnologia, João Baptista Ngandagina, declarou
hoje, terça-feira, na Assembleia Nacional que o Governo pretende
atingir objectivos meramente pacíficos com a proposta de Lei de Energia
Atómica submetida à apreciação dos deputados.











